Por mais acentuadas que sejam as reflexões sobre os sentidos do currículo, não raro são restringidos às grades curriculares, aos programas das disciplinas. Tais restrições se devem a uma escola de séculos passados, pois temos claro hoje que Currículo são todas produções, lineares ou multifacetadas, realizadas pela humanidade, presentes na humanidade, ao longo dos milênios. Temos um Currículo Oficial, aquele que normatiza as instituições de ensino, orienta/define as grades curriculares, ordena os sistemas de ensino. E temos um Currículo Oculto, que segundo SILVA,
É constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem, de forma implícita para aprendizagens sociais relevantes (...) o que se aprende no currículo oculto são fundamentalmente atitudes, comportamentos, valores e orientações..."
O currículo oculto tem uma dinâmica de mobilidade muito maior que o Oficial. Ele se encontra mais próximo das realidades dos nossos alunos, mais acessível às transformações advindas dos contextos sociais.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Quem escondeu o currículo oculto. In Documento de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte, Autêntica, 1999: 77-152. Disponível em http://www.boaaula.com.br/iolanda/disciplinas/curriculo/defcurriculo.html acesso em 04 jun 2010
sábado, 10 de julho de 2010
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